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Depressão originada pelo medo de ser.

Por Andréa Fray




Um olhar sobre a depressão como resultante de um comportamento de anulação psico-emocional permanente advinda do medo do individuo não saber ser, nutrir e viver do que é.

A palavra depressão vem do latim depressus que significa abatido, aterrado. Já a palavra medo, do latim metus, que significa inquietação, ansiedade, temor, vem do verbo timere, que representa o medo de se relacionar com o outro. Claramente você já percebeu que este significado relaciona-se com a palavra timidez/tímido, advinda do verbo timor, que “coincidentemente” relaciona-se à timo, uma glândula localizada no meio do peito, exatamente atrás do osso esterno, aquele que protege o coração e, onde quando nos referimos ao eu.  Mais curioso ainda é que a etimologia de thymos, termo grego, que quer dizer verruga e por isso, a associação à palavra glândula, também significa alma, quando usada em sua expressão acentuada, thymós.

Ufa! Vamos aos poucos.

Importante dizer que utilizo a etimologia das palavras por exatamente, apresentar as palavras em suas origens conceituais, em seus sentidos nucleares, permitindo a reflexão sem os conceitos sócio-histórico e também culturais anexados à elas ao longo dos anos favorecendo análises filosóficas e observações arquetípicas.

A partir das etimologias citadas acima fica clara a correlação entre os sentidos de alma, eu, thimós, glândula timo, timidez, temor e depressão e inversamente, depressão, temor, timidez, glândula timo, eu e alma. Esta é a informação é essencial para desvendarmos o objetivo deste artigo: apresentar um olhar sobre a depressão como resultante de um comportamento de anulação psico-emocional permanente, advinda do medo do individuo não saber ser, nutrir e viver do que é.

Quando falamos em depressão estamos falando em uma forma de vida não saudável, não funcional.

ara consigo mesmo advinda do medo de não saber a si ser, onde tal comportamento contínuo de autonegação foi gerado por algum GAP, seja a falta de conexão interna, refletida nos funcionamentos hormonais e neurológicos, e/ou pela falta de estímulos externos à saber, viver e aceitar pelo amor sua forma de ser, o que resulta em falseamento e maior desconexão com a essência própria, com o thimós.

e muito menos nutri-la, o indivíduo ‘cai’ou ainda gera, um circulo vicioso de anulação emocional e psíquica autêntica. 

Vamos observar um caso, onde o processo de crença no medo e sua validação, gerou um comportamento depressivo, paralisante. Imagine uma pessoa com tanto medo da dor que um possível arrependimento a faria sentir, que acaba por nunca decidir por caminho nenhum, temendo errar na escolha, se arrepender, doer...e então, ficar nesse ciclo vicioso. 

Utilizando o gatilho crença e validação, explicado na parte I deste tema, notamos que esta pessoa crê na sua falta de competência e discernimento, validando a falta de confiança em si, reforçando a dor, ilusória claro, sobre o erro na escolha. Esta psique se pudesse falar diria: “Se tenho medo de me arrepender por medo de errar na escolha, não agirei”. O resultado para a pessoa dotada deste medo será uma vida literalmente empacada, não assumida, não vivida. Sendo esta uma pessoa que estará sempre em dúvida, vivendo de prolongar decisões. Uma pessoa que pensa, pensa e repensa, mas nunca sai do lugar. 

O perigo neste caso, e que comumente acontece em quase todos eles, é o reforço social ou familiar deste comportamento através de uma visão superficial e equivocada, onde há inversão de valores. Por exemplo, a precaução é em geral julgada como bom comportamento. Logo, Fulana poderá ser valorizada em seu meio por ser precavida, o que revalidará ainda mais sua postura, na verdade medrosa. 

Há também situações em que o medo de não corresponder a um valor cultural previamente estabelecido, deforma almas e conduz as vidas por caminhos incoerentes à própria vontade e felicidade. Lembremos da época e contexto social onde o homem, por exemplo, deveria ser o responsável financeiro pela família e o único a trabalhar. Ou ainda, que mulher separada seria “falada” e não mais poderia se casar. 

Elenquei, nesta brevíssima análise, o fator crença aliado à sua validação como sendo um gatilho natural na construção de nossos princípios, expressos na personalidade e por nossas ações na vida, relacionando a origem da depressão com este processo, onde a crença no medo de ser e sua constante e repetitiva validação em atitudes de não ser, pode iniciar um processo de tristeza patológica, pois quem não é, não vive, é abatido, torna-se deprimido. 

Concluindo, as nossas crenças são feitas daquilo que realizamos e aceitamos como verdade; Os nossos valores formados de acordo com a nossa repetitiva validação. Por isso, atenção! No que é você acredita de verdade? O que é que você tem validado? E quais são os resultados tem obtido? Esses resultados são os sintomas do que é real e verdadeiro em você! Se algo está em incoerente, páre! Análise! Qual é o medo? O que sente e vem alimentando que está em desacordo com seu real querer? 

Por mais estranho que pareça se tenho medo de viver, minha força de vida me protege, e mesmo aquilo que digo querer, não acontece!

Depressão, a doença da alma gerada pelo medo de ser e, quiçá de acontecer!

Andréa Fray, terapeuta integrativa sistêmica, coach, terapia cognitivo-comportamental, master em hipnose conversacional, especialista em gestão de pessoas.

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